as FErramentas da qualidade e as bibliotecas públicas. Um estudo sobre as técnicas e teorias adaptadas ao serviço público.
ResuMO
O serviço
público em nosso país tem muitas falhas, por não existir cobrança por um
serviço de qualidade no mesmo porte que nas empresas privadas, e não existem em
muitos casos, metas a serem cumpridas ou mesmo procedimentos de atendimento ao
seu público, gerando desconforto por motivos comparativos ao serviço privado.
Nos últimos anos tem-se difundido a implantação e o monitoramento de sistemas
de qualidade como solução, senão por completo pelo menos em boa parte, da
problematização da qualidade tanto nos produtos quanto nos serviços. Neste
artigo estudaremos ferramentas que podem ser utilizadas em esferas de setores
públicos, principalmente em bibliotecas, onde já se percebe uma vontade setores
que buscam este desenvolvimento e aprimoramento na maneira de observar seus
clientes e querer entender suas necessidades, como solução para este problema.
abstract
The public service in
our country has many flaws, as there is no charge for a quality service at the
same size as in private companies, and not in many cases, targets to be met or
even care procedures to their audience, causing discomfort comparative reasons
the private service. In recent years there has been widespread deployment and
monitoring of quality systems as a solution, but completely at least in large
part, the quality questioning both products as services. In this article we
will study tools that can be used in public sector spheres, especially in
libraries, which already see a willingness sectors seeking this development and
improvement in the way of observing their customers and want to understand your
needs as a solution to this problem.
Keywords: Public service; Quality; Public
libraries:
1. Introdução
A
busca pelo conhecimento é algo inato ao homem, na modernidade essa busca é
feita principalmente por meio de ferramentas disponibilizadas através da
internet que apesar, de tanta informação armazenada pelos bancos de dados online ainda não é possível verificar a
validade de todas as informações que se apresenta. Diante dessa afirmativa no
momento de fazer uma pesquisa que busque e forneça informações verificáveis e
comprováveis ainda é necessário buscar livros e revista cientifica nas
prateleiras das bibliotecas disponíveis basicamente em todo território
nacional, no caso principalmente das bibliotecas públicas.
As
bibliotecas públicas devido ao seu nicho e alcance é uma ferramenta principal
para o desenvolvimento e difusão do conhecimento, mas devido às falhas no
serviço de atendimento, falta de conhecimento de seu publico e primordialmente
por falta de cobrança pela comunidade em seu entorno, as bibliotecas estão
deixadas de lado junto com o conhecimento baseado em fontes cientificas verificáveis.
Para que o serviço público de qualidade seja oferecido à sociedade é preciso
que o poder público, a priori, busque alguns exemplos que apontam para direção
de um novo olhar sobre as organizações públicas e uma dessas maneiras é
observar as técnicas aplicadas pelo setor privado e identificar as melhores
ferramentas aplicadas para conhecer os seus clientes. Ao entender que a
sociedade é um cliente exigente e que necessita que os serviços prestados
estejam capazes de lhe satisfazer.
2. objetivos
Se nosso objetivo é o comprometimento com a
eficácia da biblioteca, temos que começar pela base, que no nosso caso é o
reconhecimento da realidade em que está localizada, ou seja, o contexto externo
com estudos do bairro ou da cidade entendendo os aspectos culturais, econômicos
e educacionais e considerando essas variáveis como um alicerce sólido para uma
compreensão da comunidade. Outro aspecto importante é o contexto interno, que
inclui os dados e informações sobre a estrutura administrativa, as normativas
determinadas pela instituição mantenedora, às coleções disponíveis a usuários
os recursos financeiros e recursos humanos alocados para o espaço, com esse
reconhecimento da totalidade torna-se a colocação de objetivos compatíveis com
a região em que se vai interferir.
Para
levantar as informações necessárias utilizaremos algumas ferramentas utilizadas
e difundidas pelo setor privado, pela sua facilidade na aplicação e
principalmente pela sua capacidade de apontar dados de relevância para o
entendimento do que se está sendo estudado. É de fundamental importância que a
as ferramentas analisadas devem ser conduzidas com bom senso e propriedade no
que concerne ao assunto avaliado, sendo o contrário a ineficácia das
ferramentas pela falta de interpretação no tocante estudado.
Partindo
destas ferramentas faremos o levantamento e interpretação de dados sobre a
biblioteca, seu público e as necessidades que serão colocadas em uma ordem de
escalas prioritárias e secundarias ou simplesmente descartadas por não fazer
parte do contexto local da biblioteca.
3. GEstão
da qualidade
O movimento da gestão pela qualidade
corresponde a um sistema gerencial que teve como principais nomes W. Edwards
Deming e Joseph M. Juran nos Estados Unidos, e foi inserido e aprimorado no
Japão, durante a ocupação aliada em 1945. Com este modelo, as organizações
passaram a atribuir a determinados funcionários a função de inspecionar os produtos
para verificar se os mesmos estariam de acordo com as especificações originais.
Essa inspeção consistia no registro dos defeitos detectados após a conclusão do
processo produtivo.
À medida que as organizações foram se tornando mais
complicadas em função do seu crescimento, da diversificação e inovação e das
exigências dos clientes, foi necessário programar medidas que pudessem
assegurar o padrão dos produtos ou serviços além de identificar o grau de
satisfação dos clientes. A tendência foi à busca de uma metodologia que
estabelecesse parâmetros capazes de sinalizar os índices de defeitos
apresentados, evitando a sua ocorrência. A engenharia da qualidade e a
administração foram às áreas que mais se empenharam em pesquisar métodos e
práticas que contribuíssem para a avaliação e melhoria da qualidade, embora sob
diferentes pontos de vista.
Para a norma ISO 9000 (2000) qualidade é o grau no
qual um conjunto de características inerentes e que satisfazem as necessidades
ou expectativas dos clientes. Com a mesma linha de raciocínio, Campos (1999),
assim afirmou que: “a qualidade de um produto ou serviço é medida pela
satisfação total do consumidor”. Enquanto
para a engenharia, a definição de qualidade pressupõe estar de acordo com as
especificações técnicas estabelecidas (Philip Crosby, 2001). Vale ainda citar
W.Edwards Deming (1990), segundo o qual qualidade não significa perfeição, mas
a produção eficiente com qualidade, de acordo com a expectativa do mercado.
4. Gestão
da qualidade e melhoria contínua
A
busca de envolver todos os funcionários com intuito de melhores soluções aos
problemas que se apresentam constitui um fator importante nos processos de
melhoria contínua da qualidade, a meta nestes processos reflete a tentativa da
instituição em manter uma vantagem de qualidade sobre seus produtos ou serviços
em comparação a outras instituições, ao longo do caminho, as melhorias vão
incrementando o desempenho e
desenvolvendo uma filosofia de melhoria contínua
.A
forma de combinar os fatores de envolvimento das pessoas com a melhoria
contínua é a utilização do conceito de círculos de qualidade. Um circulo de
qualidade é formado por um grupo de pessoas que em reuniões periódicas discutem formas de melhorar a qualidade de processos , produtos e
serviços , com objetivo de assumir a responsabilidade de aplicar novas formas
de satisfação do cliente,além de fortalecer o comprometimento pessoal e elevar
o moral, demonstrando que o poder de decisão parte de toda equipe e não está
monopolizado por gerente e supervisores. É por meio dos círculos de qualidade
que o processo de melhoria contínua se concretiza, partindo de operações
diárias.
5. FERRAMENTAS PARA GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL
Com o passar do tempo o processo produtivo nas empresas
evoluiu substancialmente passado por várias fases diversificadas. No inicio da
revolução Industrial a principal característica era a exploração da
mão-de-obra, com jornada de trabalho de até 16 horas diárias, como aponta
Garcia (1994), e como conseqüência existe o começo da união da força de trabalho
através de sindicatos que introduzem a primeira grande crise do capitalismo. Outra
grande época de mudanças veio com a Segunda Guerra Mundial que modificou as
relações econômicas entre os países, com uma expansão dos estudos em tecnologia
que atuou como fator preponderante no desenvolvimento de produtos e serviços,
nesta fase as técnicas de controle de qualidade foram disseminadas nas
empresas. Com o fim da Guerra o Japão busca formas diferentes da Gestão
“Fordista” e como resultado surge o CCQ- Circulo de controle de qualidade
advindo principalmente de consultores americanos sendo os principais Joseph M.
Juran e W. Edwards Deming nesta fase se destaca a tese de identificação de
problemas organizacionais com soluções baseadas em metodologias adequadas e a
humanização da organização.
Desta forma os
princípios básicos para adequação das ferramentas às metodologias passam por um
conhecimento histórico e crítico do que se está sendo analisado, considerando
que a o uso de tais ferramentas desprovido de conhecimento técnico e bom senso
não conduzirá o estudo aos resultados reais e comprometendo todo trabalho
5.1.
DIAGRAMA
DE CAUSA E EFEITO
Estrutura que permite diagnosticar anormalidade de dados ou informações, possibilitando a identificação das possíveis
causas de um problema ou efeito, também conhecido como Diagrama de Ishikawa em homenagem ao Dr. Kaoru Ishikawa, que
primeiro o utilizou. Também é conhecido como diagrama de Espinha de peixe, em virtude de seu formato.
O foco desta ferramenta é de analisar e expor as relações de um
determinado problema, embora possa ser utilizada individualmente, a principal
qualidade do diagrama de Ishikawa é sua capacidade de focalizar a discussão em
grupo, estimulando a participação de todos e aproveitando ao máximo o conhecimento
de cada pessoa.
Os
passos para elaboração deste diagrama iniciam-se:
·
Identificando e
definindo o problema, tomando cuidado para que esteja claramente entendido por
todos os envolvidos;
·
Identificando os
principais grupos de possíveis causas.
Nesta fase, caso os fatores não estejam bem claros
para toda a equipe, recomenda-se utilizar os seguintes grupos, bastante
abrangentes: (MO) mão-de-obra, (MQ) máquina, (MP) matéria-prima, (MA) meio
ambiente, (MT) método, (MM) meio de medição.
Os 6 M’s acima
não devem ser fator limitante, pode-se utilizar outros grupos de possíveis
causas, em função da complexidade do processo, como por exemplo: clima
organizacional, gerenciamento de processos, manutenção preventiva ou corretiva,
medições, entre outras.
As etapas para
que se possa elaborar um diagrama de causa e efeito, deve-se seguir os
seguintes tópicos:
|
Figura 1:
seqüenciado Diagrama de Diagrama de causa e efeito
|

a) Disponha
os grupos identificados conforme a figura abaixo.

b) Realização um Brainstorming (Circulo de qualidade),
identificando as causas prováveis relacionadas aos grupos básicos dos 6 M’s.

c)
Escolha através do Brainstorming as
possíveis causas prováveis, através de uma análise do diagrama avaliando as
principais causas.
5.2.
FLUXOGRAMA
O fluxograma é
uma representação gráfica das diversas etapas que constituem um determinado
processo, apresentando uma visão generalista das etapas que devem ser
realizadas nas diversas áreas organizacionais. O fluxograma é aplicado para
descrever um processo existente; projetar um novo processo; ajudar a
identificar desvios nos processos; oferecer aos membros da equipe pontos de
referência comuns, padronizando a interpretação do processo ou projeto;
facilitar ou permitir aos funcionários que percebam melhor a importância de seu
papel, evidenciando as relações clientes e fornecedores internos ou externos e
como o seu trabalho influi no resultado final; apresentar todas ou a maior
parte das etapas de um processo ou projeto, incluindo os ciclos causados por retrabalho
e auxiliar no treinamento de novos funcionários.
Para elaborar um fluxograma é necessário primeiramente
estabelecer a simbologia que irá adotar. Os fluxogramas são elaborados com
símbolos simples permitindo uma fácil análise. Existem vários tipos de símbolos
que podem ser adotados na construção dos fluxogramas, para definir avalie a
experiência dos membros da equipe, busque uma linguagem visual para melhor
comunicação e facilidade de construção em função dos recursos disponíveis.
No mercado existem softwares disponíveis para
elaboração de fluxograma, os quais permitem uma fácil elaboração e excelentes
apresentações gráficas.
|
Figura 2: Símbolos utilizados em
softwares para apresentações gráficas de fluxogramas.
|

5.3.
FOLHA DE VERIFICAÇÃO
São formulários elaborados para facilitar o registro e análise de dados
obtidos numa coleta, com a finalidade de obter registro dos itens observados,
para que ações possam ser tomadas.
As folhas de verificação, que também podem ser formulários a serem
preenchidos, devem ser usadas em qualquer processo que necessite coleta de dados.
Para preparar a folha de verificação, primeiramente deve-se buscar o objetivo
que se espera alcançar, descrever os dados que deseja captar, definir
responsáveis para registrar os dados, formatar em um documento simples e claro
o suficiente, de forma que não gere dúvidas. É importantíssimo validar o
formulário antes de sua aplicação, fazendo uma análise crítica, para corrigir
se necessário, o formulário para que se torne mais específico para um uso
adequado
inserção e formatação de figuras num artigo se tornam relativamente simples com
o modelo apresentado nesta seção. Na Figura
3, nota-se uma imagem centralizada
dentro de um quadro, terminando com uma legenda descritiva.
5.4.
HISTOGRAMA
São apresentados em forma de gráficos de barras, os
quais representam o comportamento de uma coleta de dados, suas principais
funções são demonstrar como está a variação de uma determinada atividade, o
comportamento de um processo produtivo, além de que permite análise de
resultados contra padrões de especificação e auxilia na tomada de decisões
gerenciais.
Para elaborar um histograma, primeiramente é
necessário que seja coletado os dados que se deseja analisar, utilizando a
folha de verificação. É uma representação visual da dispersão de dados
5.5.
GRAFICO DE PARETO
Forma especial do gráfico de barras verticais, que dispõe os itens
analisados desde o mais freqüente, até o menos freqüente, estabelece
prioridades na tomada de decisão, a partir de uma abordagem estatística. O
gráfico de Pareto é usado sempre que for preciso ressaltar a importância
relativa entre problemas ou condições, no sentido de escolher ponto de partida
para a solução de problemas e avaliar o progresso de um processo e identificar
a causa básica de um problema.
Os passos
para estabelecer um diagrama de Pareto, devem ser iniciados com o objetivo que
desejamos analisar a partir de uma série de dados coletados. Em seguida é
necessário estratificar o objeto a ser analisado, utilizando uma folha de
verificação.classifique cada item em decrescente e anote sua posição na coluna classificação da Folha de verificação.
a) Calcule a porcentagem individual e anote na coluna
% individual da Folha de verificação.
Para calcular esta porcentagem utilize a seguinte fórmula:
Exemplo:
No
item alinhamento temos:
% individual =
x 100
= 6%.
b) Reorganize os dados em ordem decrescente, numa nova
Folha de verificação.
c) Calcule a porcentagem acumulada e anote na coluna % acumulada da Folha de verificação.
Para tanto, soma-se à porcentagem individual do
item em questão a porcentagem acumulada até o item imediatamente anterior.
Exemplo:
d) Construa o gráfico, após determinar as escalas do
eixo horizontal e vertical.
e) Construa a curva
da % acumulada. Ela oferece uma visão mais clara da relação entre as
contribuições individuais de cada um dos fatores.
5.6.
Ferramenta 5W 1H
|
(What) O que?
|
·
(Assunto) Que operação é esta?
·
Qual é o assunto?
|
|
(Who) Quem?
|
·
Quem conduz esta operação?
·
Qual o departamento responsável?
|
|
(Where) Onde?
|
·
Onde a operação será conduzida?
·
Em que lugar?
|
|
(When ) Quando?
|
·
Quando esta operação será conduzida?
·
A que horas? Com que periodicidade?
|
|
(Why) Por que?
|
·
Por que esta operação é necessária?
|
|
(How) Como?
|
·
(Método) Como conduzir esta
operação?
·
De que maneira?
|
|
Quadro 1 :Exemplificação do 5W 1H
|
·
O
que ou quanto deverá ser feito?
A
resposta a uma dessas perguntas indica a meta a ser alcançada, mostrando os
passos do serviço ou as quantidades que devem ser feitas.
·
Quem
deverá fazer?
A
resposta a essa pergunta permite saber quais as pessoas que devem participar da
execução.
·
Onde
deverá ser feita?
A
resposta a essa pergunta leva a escolher o local para fazer a tarefa. Por
local, entende-se: a parte da obra, o setor, o posto de trabalho, a máquina
etc.
·
Quando
deverá ser feita?
A
resposta a essa pergunta estabelece o prazo para a realização. Deve ser marcada
uma data para início e uma para término das partes do serviço ou das
quantidades que devem ser feitas.
·
Com
que esta tarefa deverá ser feita?
A
resposta a essa pergunta mostra tudo que vai ser utilizado na execução:
equipamentos, materiais, ferramentas, etc.
·
Como
deverá ser feita?
A
resposta a essa pergunta mostra qual a maneira de fazer a tarefa, isto é,
determina o método de trabalho.
·
Porque
deverá ser feita?
A
resposta a essa pergunta mostra a razão que deve ser feita uma determinada
tarefa
5.7.
P.D.C.A.
É
uma ferramenta de gestão que aborda de forma organizada a solução de problemas
ou o acompanhamento de um processo, seu foco é orientar de forma eficiente e
eficaz as etapas de preparação e execução de atividades pré-determinadas, para
atingir o sucesso no aprimoramento ou implantação de um processo.
A
sigla P.D.C.A. vem do inglês: P (Plan) - Planejar, D (Do) - Executar; C (Check)
- Checar; A (Act) – Agir.
Planejar: Consiste
em estabelecer um plano, que pode ser um cronograma, um gráfico ou um conjunto
de padrões. Esta etapa subdivide-se em:
- Definir metas (o que fazer): A meta deve ser clara,
entendida da mesma forma por todos, algo cuja execução seja possível, algo que
pode ser medido.
- Definir método (como fazer): Além do como fazer, é
necessário que se defina: 5W1H
Executar: Executar
tarefas exatamente como previstas na fase anterior (planejamento) e coleta de
dados para verificação do processo, utilizando as folhas de verificação. Nesta
etapa é essencial o treinamento no trabalho decorrente do plano e a coleta de dados resultantes da execução.
Checar: Comparar
dados coletados na fase anterior (execução) com os resultados obtidos a partir
da meta planejada.
Agir:
Nesta
etapa o responsável pelo processo deve cuidar para que haja a consolidação dos
resultados, se estes estiverem conforme o planejado; ou propor ações
corretivas, se algum problema foi localizado durante a fase anterior
(verificação / controle).
6. ANALISE
S.W.O.T
A
Análise S.W.O.T. é uma ferramenta da administração, utilizada na análise do
ambiente interno e externo, com a finalidade de formulação de estratégias de
uma empresa. Nesta análise é possível identificamos as Forças e Fraquezas de
uma organização, e suplantar então outros pontos que são Oportunidades e
Ameaças internas para empresa. É uma sigla do idioma inglês, no qual
representa: Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades
(Opportunities) e Ameaças (Threats).
|
Figura
3: Análise S.W.O.T
|
Técnica que auxilia na elaboração do planejamento
estratégico que começou a ser estruturado por volta dos anos 60 a 70 nas
escolas americanas, com o objetivo de focar na combinação das forças e
fraquezas de uma organização, ao mesmo tempo também nas oportunidades e ameaças
do mercado. A aplicação se divide em ambiente interno (Forças e Fraquezas) e
ambiente externo (Oportunidades e Ameaças). As forças e fraquezas são avaliadas
pela observação da situação atual da organização, em geral avaliadas, a fatores
internos.
Os pontos fracos
pela construção em uma organização, em seus recursos humanos incluem os
recursos por experiência, capacidade, conhecimentos e habilidades, já os recursos
organizacionais são sistemas e processos da empresa como estratégias,
estrutura, cultura e outros, e os recursos físicos, que são as instalações,
equipamentos, tecnologia, canais e outros. As oportunidades e ameaças são
previsões do futuro e estão intimamente ligadas a fatores externos. Na análise
dos pontos fracos, quando for evidenciado, deverá os dirigentes da empresa
proceder a objetivos estratégicos que irão reduzir ou minimizá-los.
Esta
análise deve ser confeccionada e interpretada de forma a unir as peças chaves,
que são os elementos da análise interna e externa, por que vão formar o
diagnóstico e este deve ser confiável e com suporte de uma boa fonte de
informação, e que esteja integrado às necessidades da gestão estratégica, pois
irão fundamentar a médio e longo prazo na organização. A empresa deve reforçar
seus recursos e competências de forma a transformar a aparentes ameaças em
novas oportunidades.
As estratégias para um planejamento através da
análise SWOT devem manter os pontos fortes, nos pontos fracos deve ter a visão
de sua redução, na qual aproveite das oportunidades e protegendo-se das
ameaças. Desta forma, a organização poderá identificar os pontos fortes que
ainda não foram utilizados e os pontos fracos que podem ser corrigidos. Diante
do conhecimento dos pontos fortes ou fracos, e das oportunidades e nas ameaças
a organização, esta pode adotar estratégias que visem buscar sua sobrevivência,
manutenção ou seu desenvolvimento.
Com base em Montana e Charnov (2005) e
Oliveira (2004) os passos para utilização da técnica do SWOT: Formular uma
lista de gestores e pessoas chaves da organização – A análise deve utilizar a
opinião destas pessoas chaves com o intuito de inventariar questões importantes
para a organização, baseando-se na suposição de que as metas e objetivos de uma
empresa são encontrados na mente destas pessoas.
Desta forma, busca-se utilizar da técnica do
Brainstorming, com intuito de formular todas as idéias possíveis para a
estratégia da empresa; Desenvolver entrevistas individuais – Estas entrevistas
devem proceder com o levantamento de todas as informações junto aos gestores e
as pessoas chaves da organização. Nessa fase busca-se avaliar os itens a
avaliados sob o ponto de vista da empresa como oportunidades, ameaças, pontos
fortes e pontos fracos. Esse procedimento facilita a posterior classificação
das respostas; Organizar as informações – A principal idéia para a organização
das informações é a própria estrutura SWOT, por meio de uma matriz. Desta
forma, nesta avaliação dos entrevistados, serão colocadas em pauta todas as
situações relevantes da organização, sendo que, o que for visto de positivo em
suas operações atuais serão os pontos fortes da empresa, o que for visto como
negativos serão os pontos fracos. Nesta avaliação o que for levantado como bom
no ambiente externo em termos de futuras operações são as oportunidades; o que
for levantado como ruim serão as ameaças; Priorizar as questões – Na lista das
idéias pelos gestores, devem-se listar as que terão maior prioridade sobre as
outras. Desta forma, busca realizar a realimentação entre todas as pessoas
envolvidas. Algumas técnicas como GUT (Gravidade, Urgência e Tendência) poderá
ajudar nesta fase, com intuito de definir a postura estratégica da empresa:
sobrevivência, desenvolvimento, manutenção, crescimento.
Definir as questões-chave. Uma vez estruturado
a da matriz e das idéias que foram priorizadas deve- se estabelecer o que deve
ser feito. Após esta análise e envolvimento de todos os gestores e as pessoas
chaves, define-se a estratégia da organização, com intuito de alavancar os
objetivos da empresa para um determinado período. Os Pontos Internos têm por
finalidade colocar em evidência as deficiências e qualidades da empresa que
está sendo analisada, segundo OLIVEIRA (2004). Estas informações estão dentro
da organização e tem implicação imediata e específica na administração da
organização.
Contudo
OLIVEIRA (2004) define que os Pontos Externos têm como objetivo de estudar a
relação existente entre a empresa e o ambiente em termos de oportunidades e
ameaças. É uma força complexa com a qual a empresa e seus gestores buscam mudar
suas implicações com o objetivo de formular e implementar estratégias que visem
a vigilância constante e habilidades para interpretar corretamente as
tendências e usar esse entendimento para fazer estratégias de sucesso. Pode
oferecer oportunidades e ameaças de forma que a empresa procure aproveitar as
oportunidades, bem como procurar amortecer ou absorver as ameaças ou adaptar-se
a eles.
7. Modelo
Servqual
O
modelo Service Quality Gap
Analysis também conhecido como Servqual foi desenvolvido por Parasuraman, Zeithaml e Berry (1988) A escala SERVQUAL é
utilizada como uma técnica de diagnóstico para identificar em vários tipos de
serviços, os pontos fortes e fracos da empresa, servindo de base para a
melhoria contínua. A ferramenta e utilizada para medir a diferença entre as expectativas dos
clientes em relação ao serviço oferecido e o serviço recebido, ou seja, o
servqual é uma ferramenta que pode mensurar a percepção de qualidade de um
serviço ofertado e as expectativas do cliente em relação ao que ele esperava do
serviço.
Nesse
sentido a escala servqual ultimamente vem sendo aplicada pelas organizações que
prestam serviço para medir a lacuna existente entre o serviço oferecido e o
serviço que lhe é entregue.A ferramenta servqual é uma análise detalhada do
serviço prestado para a melhoria da qualidade, fornecendo informações
diretamente do usuário do serviço em questão, versando sobre variáveis tópicos
como pro exemplo; Percepções do cliente do
serviço (uma marca de
|
Quadro
2:principais dimensões da qualidade dos serviçosFonte: Parasuraman et al 1988
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Confiabilidade
É a habilidade de se ter o que foi
prometido, na data aprazada. Confiabilidade é obter o terno limpo na
lavanderia, na data combinada.
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Tangibilidade
São os elementos físicos, como móveis,
escritório, formulários, aparência física dos empregados, roupas e uniformes,
equipamentos e disposição física.
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Segurança
É a percepção que o cliente tem da
habilidade do empregado da empresa em atender às suas necessidades. Um
técnico de televisão que rapidamente encontra e repara o defeito, na hora, na
frente do cliente, transmite segurança.
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Compreensão
É a habilidade de entender os problemas e
dificuldades dos clientes e responder de uma forma positiva. Um exemplo é um
jardineiro fazer o jardim de um cliente rapidamente, fora do esquema
habitual, porque o cliente terá um evento especial
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Empatia
É a disposição que o empregado tem e
manifesta nos cuidados e atenção individualizados prestados ao cliente. Um
exemplo pode ser o de um garçom que percebendo as dúvidas de um novo cliente
em escolher um prato, leva-o à cozinha e deixa que ele próprio veja como os
diversos pratos são preparados para que ele possa escolher o que mais lhe
aprouver.
|
nível estabelecida por seus próprios clientes); Níveis
de desempenho como percebidos por clientes; Comentários e sugestões do cliente;
Impressões dos empregados com respeito às expectativas e à satisfação dos clientes. Para os desenvolvedores
da escala servqual os padrões de avaliação de qualidade de um serviço soa
baseados nas expectativas do cliente que avalia a qualidade do serviço com base
comparativa entre o que esperam de um serviço e a experimentação deste, ou
seja, a qualidade está na diferença existente das expectativas criadas e nas
percepções do serviço, assim auxiliando na detecção das fontes problemáticas na
qualidade do serviço. O modelo servqual contém 22 itens divididos em 5
dimensões de qualidade
8. consideraçoes
finais
Ao
finalizar este estudo percebemos a importância das ferramentas que são
utilizadas pelo setor privado e a possibilidade do setor público se aproveitar
destas ferramentas e técnicas como uma forma de se relacionar bem com a comunidade
a seu redor no intuito de apresentar um serviço de qualidade no entendimento do
cliente.
No
caso da biblioteca pública são de suma importância que seja utilizada várias
ferramentas para que o conhecimento sobre os serviços que prioritariamente
sejam oferecidos venham de encontro com os anseios da região em que está
situada, entendendo que cada comunidade é diferente da outra, e, portanto suas
necessidades idem. Neste quesito muitas ferramentas comprovarão as necessidades
de produtos e serviços específicos dependendo da formação cultural, acadêmica,
social ou regional (se é um espaço rural ou urbano).
Consideramos
que no relativo a bibliotecas públicas este conhecimento adquirido com as
técnicas que as empresas privadas utilizam diariamente para conhecer seus
clientes e oferecer seus produtos ou serviços de qualidade, a relação entre
sociedade e setor público pode melhorar em todos os quesitos e avançar na busca
de que a educação do país seja capitalizada como um produto de alto valor de
mercado.
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